Dossiê nº 4:

Vol. 2: nº 4, jul.-dez., 2017  

TEMA: AS CELEBRAÇÕES DA MORTE NA ANTIGUIDADE

PRAZO PARA ENVIO DE ARTIGOS: 30 de maio de 2017

CONFIRA AS NORMAS DE PUBLICAÇÃO EM: http://www.revistam-unirio.com.br/normas-de-publicacao/

VERIFIQUE AS DIRETRIZES PARA AUTORES EM: http://www.revistam-unirio.com.br/diretrizes/

ORGANIZAÇÃO: Pedro Paulo A. Funari (1), Luciane Munhoz de Omena (2) e Darío N. Sánchez Vendramini (3)

(1) Professor Titular no Departamento de História, IFCH, Universidade de Campinas (Unicamp) /Brasil. Bolsista Produtividade do CNPq. Doutor em Arqueologia (1990), pela USP. Distinguished Lecturer University of Stanford, Research Associate – Illinois State University, Universidad de Barcelona, Université Laval (Canadá). Pós-Doutorados em: Stanford University, STANFORD, Estados Unidos; Durham University, DURHAM, Inglaterra; Université de Paris X, Nanterre, Paris X, França; Universitat de Barcelona, UB, Espanha; University College London, UCL, Grã-Bretanha; University College London, UCL, Grã-Bretanha; Illinois State University, ILSU, Estados Unidos.

(2) Professora Adjunta de História Antiga da Universidade Federal de Goiás (UFG), Brasil. Pós-doutoranda, com o financiamento da FAPEG/CAPES, no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais/UNICAMP, sob a supervisão do Prof. Dr. Pedro Paulo A. Funari.

(3) Atua como Professor de História Antiga nas Universidades Nacionais de Córdoba e La Rioja; além de atuar como investigador de carrera do Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas de la República Argentina (CONICET)/Argentina. Professor licenciado em História pela Universidad Nacional de Córdoba (Argentina) e Doutor em História Antiga pela Universidad de Tübingen (Alemanha).

CHAMADA: Este dossiê tem como objetivo compreender as representações da morte e suas relações com as celebrações da morte nas narrativas literárias, filosóficas e históricas, em diálogo com os vestígios materiais, investigando o impacto da morte nas sociedades da Antiguidade. Para tanto, traçaremos reflexões críticas acerca dos rituais mortuários, pois, tal como entendemos, as cerimônias públicas como, por exemplo, os parentalia (e.g. Ausônio. Opuscula; Ovídio. Fasti) e as procissões funerárias vinculavam-se às formas de comunicação social e política. As comemorações se traduziriam em símbolos sociais (cf. ARCE, 1990; PRICE, 1992; SUMI, 2005, HALES, 2009; FAVRO & JOHANSON, 2010, entre outros), já que se convertiam em mecanismos de manipulação da opinião pública, por meio de imagens a legitimar o mando ou, assim como entendemos, os rituais funerários expressavam igualmente conflitos, hierarquias sociais e crenças religiosas. Em razão disto, entendemos que os cortejos fúnebres, mesmo em nome dos mortos, tornavam-se dispositivos de poder, uma vez que as obrigações sociais do luto (cf. Apuleio. Metamorphoseon 8. 7; Ovídio. Tristia; Sêneca. Epistulae Morales; Suetônio. Nero), o cuidado com o corpo, a procissão de máscaras da família, os cumprimentos dos pedidos finais (mandata) (cf. Sêneca. Epistulae Morales 63. 13; Ovídio. Tristia III, III, 1, 2, 3; Apuleio. Metamorphoseon 8. 7), a realização de banquetes e combates gladiatoriais (Cf. HOPKINS, 2006; GARRAFFONI & FUNARI, 2007, entre outros autores) convertiam-se em práticas discursivas. Entretanto, devemos também nos concentrar nas dimensões mais particulares e emocionais da lembrança dos mortos, à medida que o túmulo poderia se tornar um espaço de peregrinação e reverência, uma casa ou santuário para os mortos e as associações dos mortos com as divindades e seus atributos, mantiveram não apenas o seu nome vivo, mas cumpriram as necessidades emocionais dos sobreviventes. A partir daí, traçaremos reflexões acerca dos comportamentos feminino e masculino em relação ao luto e, dessa forma, compreender a criação de normas de condutas para a expressão pública da dor e a inserção de dimensões mais particulares e emocionais no modo como se lembravam dos mortos na Antiguidade.

REFERÊNCIAS:

Fontes:

AUSONIUS. Opuscula. Translate Paulinus. P.. London: G. P. P. Sons, 1919.

APULÉE. Les Métamorphoses. Traduit par P. Vallette. Paris: Les Belles Lettres, 2002.

OVID. Tristia. Translation by Arthur Leslie Wheeler. London: The Loeb Classical Library, 1939.

______. Fasti. Translation by James George Frazer. London: Willlam Heinemann, 1989.

SÉNÈQUE, L. A. Lettres a Lucilius (Tome I). Trad. par MM. A.Grandsagne; Baillard, Charpentier, Cabaret-Dupaty ; Charles du Razoir; Héron de Villefosse ; Naudet, C. L. F. Panckoucke, E. Panckoucke ; De Vatimesnil, A. De Wailly etc.  Paris: Les Belles Lettres, 1833.

SUETONIUS. The lives of the Caesars (vol. I). Translated by J. C. Rolfe. London: Loeb Classical Library, 1979.

Bibliografia:

ARCE, Javier. Funus Imperatorum: Los Funerales de los emperadores Romanos. Madrid: Alianza, 1990.

FAVRO, Diane; JOHANSON, Christopher. Death in motion: funeral processions in the Roman forum. Journal of the Society of Architectural Historians, Vol. 69, No. 1, pp. 12-37, 2010.

GARRAFFONI, Renata Senna; FUNARI, Pedro Paulo de Abreu. Morte e vida na arena romana: a contribuição da teoria social contemporânea, Revista de História e Estudos Culturais, vol. 04, ano IV, n. 1, pp. 1-10, 2007.

HALES, Shelley. The house and the construction of memory. In: HALES, Shelley. The Roman house and social identity. Cambridge: University Press Cambridge, 2009, p. 40-60.

HOPKINS, Keith. Death Renewal. LondonNew York: Cambridge, 2006.

PRICE, Simon. From noble funerals to divine cult: the Consacration of Roman Emperors. In: CANNADINE, David; PRICE, Simon (eds.). Rituals of Royalty: Power and Ceremonial in Traditional Societies. Cambridge: University Press, 1992, p. 56-105.

SUMI, G. S. Ceremony and Power. Performing politics in Rome between Republic and Empire. Michigan: The University of Michigan Press, 2005.

———

Vol. 2: nº 4, jul.-dic., 2017

TEMÁTICA: LAS CELEBRACIONES DE LA MUERTE EN LA ANTIGUEDAD

FECHA LÍMITE PARA PRESENTACIÓN DE ARTÍCULOS: 30 de mayo de 2017

CONFERID LAS “NORMAS DE PUBLICACIÓN” EN: http://www.revistam-unirio.com.br/normas-de-publicacao/

VERIFICAD LAS “DIRECTRICES PARA AUTORES” EN: http://www.revistam-unirio.com.br/diretrizes/

ORGANIZACIÓN: Pedro Paulo A. Funari (1), Luciane Munhoz de Omena (2) e Darío N. Sánchez Vendramini (3)

(1) Profesor Titular en el Departamento de História, IFCH, Universidade de Campinas (Unicamp)/Brasil. Bolsista Produtividade do CNPq. Doctor en Arqueología (1990), por la Universidade de São Paulo (USP)/Brasil. Pos-Doctorados en: Stanford University, STANFORD, Estados Unidos; Durham University, DURHAM, Inglaterra; Université de Paris X, Nanterre, Paris X, França; Universitat de Barcelona, UB, Espanha; University College London, UCL, Grã-Bretanha; University College London, UCL, Grã-Bretanha; Illinois State University, ILSU, Estados Unidos.

(2) Profesora Adjunta de História Antiga de la Universidade Federal de Goiás (UFG), Brasil. Pós-doctoranda, con financiamento da FAPEG/CAPES, no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais/UNICAMP, sob la supervisión del Prof. Dr. Pedro Paulo A. Funari.

(3) Actualmente se desempeña como Profesor de Historia Antigua en las Universidades Nacionales de Córdoba y La Rioja y como investigador de carrera del Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas de la República Argentina (CONICET)/Argentina. Profesor y licenciado en historia por la Universidad Nacional de Córdoba (Argentina) y Doctor en Historia Antigua por la Universidad de Tübingen (Alemania).

 

COVOCATORIA: Este dossier tiene como objetivo comprender las representaciones de la muerte y sus relaciones con las celebraciones en las narrativas literarias, filosóficas e históricas, en diálogo con los vestigios materiales, investigando el impacto de la muerte en las sociedades de la Antigüedad. Por lo tanto, trazaremos reflexiones críticas acerca de los rituales mortuorios, pues, tal como entendemos, las ceremonias públicas como, por ejemplo, os parentalia (e.g. Ausonio. Opuscula; Ovidio. Fasti) y las procesiones funerarias se vinculaban a las formas de comunicación social y política. Las conmemoraciones se traducirían en símbolos sociales (cf. ARCE, 1990; PRICE, 1992; SUMI, 2005; HALES, 2009; FAVRO & JOHANSON, 2010, entre otros), ya que se convertían en mecanismos de manipulación de la opinión pública, por medio de imágenes para legitimar el mando o, así como entendemos, los rituales funerarios expresaban igualmente conflictos, jerarquías sociales y creencias religiosas. En función de esto, entendemos que los cortejos fúnebres, en nombre de los muertos, se tornaban dispositivos de poder, una vez que las obligaciones sociales del luto (cf. Apuleyo. Metamorphoseon 8. 7; Ovidio. Tristia; Seneca. Epistulae Morales; Suetonio. Nero), el cuidado con el cuerpo, la procesión de máscaras de la familia, los cumplimientos de los pedidos finales (mandata) (cf. Seneca. Epistulae Morales 63. 13; Ovidio. Tristia III, III, 1, 2, 3; Apuleyo. Metamorphoseon 8. 7), la realización de banquetes y combates gladiatoriales (Cf. HOPKINS, 2006; GARRAFFONI & FUNARI, 2007, entre otros autores) se convertían en prácticas discursivas. Por lo tanto, debemos también concentrarnos en las dimensiones más particulares y emocionales del recuerdo de los muertos, a medida que el túmulo podría tornarse un espacio de peregrinación y reverencia, una casa o santuario para los muertos y las asociaciones de los muertos con las divinidades y sus atributos, mantuvieron no solo apenas su nombre vivo, así como también cumplieron con las necesidades emocionales de los sobrevivientes. A partir de ahí, trazaremos reflexiones acerca de los comportamientos femenino y masculino en relación al luto y, de esa forma, comprender la creación de normas de conductas para la expresión pública del dolor y la inserción de dimensiones más particulares y emocionales en el modo en cómo se recordaba a los muertos en la Antigüedad.

REFERENCIAS:

Fuentes:

AUSONIUS. Opuscula. Translate Paulinus. P.. London: G. P. P. Sons, 1919.

APULÉE. Les Métamorphoses. Traduit par P. Vallette. Paris: Les Belles Lettres, 2002.

OVID. Tristia. Translation by Arthur Leslie Wheeler. London: The Loeb Classical Library, 1939.

______. Fasti. Translation by James George Frazer. London: Willlam Heinemann, 1989.

SÉNÈQUE, L. A. Lettres a Lucilius (Tome I). Trad. par MM. A.Grandsagne; Baillard, Charpentier, Cabaret-Dupaty ; Charles du Razoir; Héron de Villefosse ; Naudet, C. L. F. Panckoucke, E. Panckoucke ; De Vatimesnil, A. De Wailly etc.  Paris: Les Belles Lettres, 1833.

SUETONIUS. The lives of the Caesars (vol. I). Translated by J. C. Rolfe. London: Loeb Classical Library, 1979.

Bibliografía:

ARCE, Javier. Funus Imperatorum: Los Funerales de los emperadores Romanos. Madrid: Alianza, 1990.

FAVRO, Diane; JOHANSON, Christopher. Death in motion: funeral processions in the Roman forum. Journal of the Society of Architectural Historians, Vol. 69, No. 1, pp. 12-37, 2010.

GARRAFFONI, Renata Senna; FUNARI, Pedro Paulo de Abreu. Morte e vida na arena romana: a contribuição da teoria social contemporânea, Revista de História e Estudos Culturais, vol. 04, ano IV, n. 1, pp. 1-10, 2007.

HALES, Shelley. The house and the construction of memory. In: HALES, Shelley. The Roman house and social identity. Cambridge: University Press Cambridge, 2009, p. 40-60.

HOPKINS, Keith. Death Renewal. LondonNew York: Cambridge, 2006.

PRICE, Simon. From noble funerals to divine cult: the Consacration of Roman Emperors. In: CANNADINE, David; PRICE, Simon (eds.). Rituals of Royalty: Power and Ceremonial in Traditional Societies. Cambridge: University Press, 1992, p. 56-105.

SUMI, G. S. Ceremony and Power. Performing politics in Rome between Republic and Empire. Michigan: The University of Michigan Press, 2005.